How Many of You Do Believe in Evolution?

March 27, 2008 – 12:43 am

Procurando algo decente para postar aqui e não dar a impressão de que o blog morreu, me deparei com a notícia na BBC sobre um fóssil humano encontrado na Espanha. Segundo arqueólogos é o fóssil humano mais antigo já encontrado na Europa Ocidental. Na verdade a notícia em si pouco me interessou (quem quiser está aqui). Entretanto me fez lembrar de um site gospel que encontrei pelo Orkut há algumas semanas atrás.

O site Chick publications conta com um acervo (entre outras tralhas que nem me prestei a ver) de histórias em quadrinhos cristãs, traduzidas para várias línguas, o português inclusive. E como não podia deixar de ser, uma maravilhos em especial, atacando a teoria da evolução e seleção natural. A tirinha pode ser vista aqui.

A lista de pérolas em uma historinha apenas é gritante:

- O clichê do professor ateu/darwinista intolerante (sim, você não sabia? os darwinistas queimavam vivos aqueles que não seguiam sua doutrina, mantiveram essa prática por 1500 anos)

- O mito do uso de carbono 14 para comprovar a teoria evolutiva

- Comparar o darwinismo a uma fé

- Um fóssil humano no triássico

- O argumento do raciocínio circular em “Sabemos a idade dos fósseis pelas camadas em que são encontrados” e vice versa

- Os componentes vestigiais de sistemas complexos

- E a preferida de todos, Deus é a força que mantém o átomo unido!

Isso é simplesmente risível para qualquer pessoa esclarecida, eu sei. Mas diabos, como podem ensinar coisas desse tipo a crianças e adolescentes? Eu há alguns meses considerava radical algumas atitudes ateístas, como os pedidos de remoção de simbolos cristãos em prédios públicos. Achava isso um exagero, mas agora percebo que temos de nos preocupar sim.

Algumas considerações sobre o texto: O argumento do carbono 14, embora a princípio pareça fazer sentido para algumas pessoas, elas provavelmente não sabem que a datação por esse método pode apenas datar restos mortais que viveram cerca de 6000 a 10000 anos atrás. Além desse ponto a degradação natural do carbono impede o processo. Para datações de animais do devoniano por exemplo usa-se, entre outros, a datação radiométrica das rochas onde o fóssil está incrustrado, que nos permite voltar vários milhões de anos no passado (como devem saber, uma espécie simplesmente não evoluiu em outra em 6000 mil anos, é algo impossível).

Há um tempo atrás vi um estudo de um maluco que queria utilizar a datação por carbono para basicamente tudo na Terra. Obviamente o cara era um cristão fundamentalista que desejava provar que a terra tinha pouco mais de 6000 anos, como diria a Bíblia (alguém me confirma pois eu tentei ler aquilo e achei muito chato).

Já chamar o darwinismo de fé é algo no mínimo desrespeitoso. É uma teoria repleta de evidências que explica a vida do jeito mais simples e belo possível, de modo que ela flui tão bem, que o resultado final é exatamente o que esperaríamos ver hoje, e com tantas evidências, tanto vivas como fósseis, que apenas um cego intelectual não poderia aceitar.

Outros pontos como a força nuclear provida por Deus e homens modernos vivendo ao lado de proto-mamíferos são tão estúpidos que nem valem a pena comentar.

É uma pena que caminhemos tanto ao lado da ignorância religiosa, algo tão hipócrita que diz nos salvar enquanto nos humilha e tortura sistematicamente, é uma pena que as pessoas não percebem que a única coisa boa vinda da religião, são os feriados…

Mais em sobre evolução em

http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/gould_fatoteoria.htm

O Mal Existe?

December 31, 2007 – 1:39 am

Durante uma conferência com vários universitários, um professor da Universidade de Berlim desafiou seus alunos com esta pergunta:
“Deus criou tudo o que existe?”

Um aluno respondeu com grande certeza:
-Sim, Ele criou!

-Deus criou tudo?
Perguntou novamente o professor.

-Sim senhor, respondeu o jovem.

O professor indagou:
-Se Deus criou tudo, então Deus fez o mal? Pois o mal existe, e partindo do preceito de que nossas obras são um reflexo de nós mesmos, então Deus é mau?

O jovem ficou calado diante de tal resposta e o professor, feliz, se regozijava de ter provado mais uma vez que a fé era uma perda de tempo.

Outro estudante levantou a mão e disse:
-Posso fazer uma pergunta, professor?
-Lógico, foi a resposta do professor.

O jovem ficou de pé e perguntou:
-Professor, o frio existe?
-Que pergunta é essa? Lógico que existe, ou por acaso você nunca sentiu frio?

Com uma certa imponência rapaz respondeu:
-De fato, senhor, o frio não existe. Segundo as leis da Física, o que consideramos frio, na realidade é a ausência de calor. Todo corpo ou objeto é suscetível de estudo quando possui ou transmite energia, o calor é o que faz com que este corpo tenha ou transmita energia. O zero absoluto é a ausência total e absoluta de calor, todos os corpos ficam inertes, incapazes de reagir, mas o frio não existe. Nós criamos essa definição para descrever como nos sentimos se não temos calor.

-E, existe a escuridão? Continuou o estudante.
O professor respondeu temendo a continuação do estudante: Existe!

O estudante respondeu:
-Novamente comete um erro, senhor, a escuridão também não existe. A escuridão na realidade é a ausência de luz. A luz pode-se estudar, a escuridão não! Até existe o prisma de Nichols para decompor a luz branca nas várias cores de que está composta, com suas diferentes longitudes de ondas. A escuridão não!

Continuou:
-Um simples raio de luz atravessa as trevas e ilumina a superfície onde termina o raio de luz.
Como pode saber quão escuro está um espaço determinado? Com base na quantidade de luz presente nesse espaço, não é assim?! Escuridão é uma definição que o homem desenvolveu para descrever o que acontece quando não há luz presente.

Finalmente, o jovem perguntou ao professor:
-Senhor, o mal existe?

Certo de que para esta questão o aluno não teria esplicação, professor respondeu:
-Claro que sim! Lógico que existe. Como disse desde o começo, vemos estupros, crimes e violência no mundo todo, essas coisas são do mal!

Com um sorriso no rosto o estudante respondeu:
-O mal não existe, senhor, pelo menos não existe por si mesmo. O mal é simplesmente a ausência do bem, é o mesmo dos casos anteriores, o mal é uma definição que o homem criou para descrever a ausência de Deus. Deus não criou o mal. Não é como a fé ou como o amor, que existem como existem o calor e a luz. O mal é o resultado da humanidade não ter Deus presente em seus corações. É como acontece com o frio quando não há calor, ou a escuridão quando não há luz.

Por volta dos anos 1900, este jovem foi aplaudido de pé, e o professor apenas balançou a cabeça
permanecendo calado… Imediatamente o diretor dirigiu-se àquele jovem e perguntou qual era seu nome?

E ele respondeu:
Albert Einstein…

Mensagem muito bela passada pelo gênio Albert Einstein, que nos faz pensar e refletir se tudo não depende apenas do nosso ponto de vista… Bom, seria se não fosse pelo fato de que o texto acima é completamente falso e que Einstein jamais disse isso.

Vi isso no Orkut agora pouco, pelo que entendi é um novo e-mail que anda circulando por aí. O fato é que nenhuma biografia de Einstein cita tal acontecimento, nem parecem haver qualquer registro do fato anterior a 2004. O texto é só mais uma daquelas mensagens evangelistas mais que passadas sobre pontos de vista, pensamento positivo e utilização de personagens históricos que, obviamente estando mortos, não os podem negar pessoalmente.

De fato, perguntar se a escuridão ou o frio existem é como perguntar se um copo está meio vazio ou meio cheio, é uma resposta mais filosófica do que física. O frio realmente é apenas a ausência de calor, do mesmo modo que o som é apenas matéria em movimento (se propagando em ondas), entretanto ambas as coisas nos provocam sensações interpretadas pelo cérebro de vários modos, tanto diretos quanto indiretos, não seria certo dizer que não existem. A escuridão é um caso à parte pois acredita-se que escuridão completa é quase impossível de existir, visto que todo corpo produz algum tipo de radiação, que pode ser detectado por diferentes criaturas ou aparelhos (radiação infravermelha por exemplo). Provavelmente apenas os buracos negros sejam completamente escuros.

Finalizando, comparar um conceito (o mal) com condições físicas (escuridão e frio) não parece lá muito compatível. Porque não dizer que o mal existe então, e não o bem? Ora, o bem é a ausência do mal.

Isso ficaria estranho aplicado ao frio por exemplo, seria como dizer “A inatividade molecular (zero absoluto) existe, todo o resto (calor) é a ausência dela”. Em outras palavras, frio é a diminuição da atividade molecular tanto quanto o calor é o aumento dela… Ficou meio confuso, mas acho que deu para entender…

Mas por que isso tudo aqui neste blog? Bem, o ponto em que eu quero chegar é que muita coisa que se vê por aí é besteira sem sentido. E acreditar em tudo o que se lê, principalmente quando a notícia ou o texto é otimista, pode parecer inofensivo, mas não é. Nesse caso, entre outras coisas, denigre a imagem de um grande homem.

Ter senso crítico perante a alegações, mesmo algumas das mais simples delas, é o melhor que podemos fazer. Semana passada por exemplo uma tia minha recomendou à minha avó que desse remédios para os cães dela dormirem, pois nas palavras dela “os remédios sempre são testados em cães primeiro”. Isso sendo que ela por exemplo desconhecia totalmente o fato de que cães podem morrer se comerem um simples pedaço de chocolate, quanto mais tinha embasamento para dar dicas veterinárias.

O senso crítico é um poderoso aliado para nos impedir de fazermos besteiras, ou de acreditarmos nelas. Não precisa virar um paranóico com mania de perseguição, mas saiba duvidar e fazer as perguntas certas (tanto aos outros como a você mesmo). Duvide mais.

Bom, já fui longe demais para a entrada “curta” que eu pretendia, desejo a vocês um bom fim de ano. E cá entre nós, é claro que o mal existe, ele está nesse mesmo momento esperando, adormecido, debaixo de uma cidade esquecida sob o Pacífico, chamada R’lyeh

Mais sobre distorção de palavras de celebridades mortas, snso crítico e pseudociência em:

O guia cético para assistir “Quem somos nós?” parte I

O guia cético para assistir “Quem somos nós?” parte II

O guia cético para assistir “Quem somos nós?” parte III

e

O guia cético para assistir “O Segredo” parte I

O guia cético para assistir “O Segredo” parte II

Por que brigamos tanto?

December 29, 2007 – 3:04 am

Eu tenho um desafio para vocês. Vão a qualquer vídeo relativamente famoso do Youtube, não importa muito o assunto, mas que tenha já algumas páginas de comentários. Agora vejam quantos vídeos conseguem encontrar onde não haja nenhum discussão/brigas/ofensas nos comentários.

Eu me surpreendo sempre, por mais simples que seja o assunto, se eu paro para ler os comentários, cedo ou tarde surge uma briga. Por que isso?

Há tempos já eu queria escrever esse post. Fiz alguma pesquisa, mas não achei o material satisfatório, então parte do que vou escrever aqui é opinião pessoal minha:

Duas correntes de pensamento totalmente diferentes competem entre si. Uma delas é a hipótese de que a violência humana e a “natural” agressividade são mais um efeito sociológico que evolutivo. Riane Eisler é uma das defensoras da idéia.

Dr. Eisler

Riane é uma ativista Austríaca com trabalho pioneiro na área dos direitos humanos, principalmente na defesa de mulheres e crianças. Junto com Walter Wink, ela publica a idéia de que a violência humana evoluiu com a civilização nos últimos 10 mil anos. Em outras palavras, o ser humano em essência é uma criatura boa, corrompida pela sociedade.

A corrente de pensamento oposto, sugerida entre outros por Dale Peterson e Richard Wrangham é de que o ser humano é uma criatura violenta por natureza. Wrangham foi aluno da pesquisadora Jane Goodall, que passou anos vivendo com chimpanzés na África, e descobriu entre outras coisas, o comportamento violento e predatório dos animais em estado selvagem.

Analisando a natureza, fica evidente a importância da cooperação entre indivíduos de uma espécie. A preocupação e altruísmo é uma ferramenta poderosa no desenvolvimento de laços e posteriormente de uma cultura. Também é sabido que humanos em situações de calamidade geralmente se ajudam mutuamente. Há também uma razão biológica simples para que nos preocupemos com membros da nossa família. Em várias espécies, normalmente espécies superiores, os pais protegem os filhos instintivamente dos perigos.

Entretanto sociedades animais podem ser extremamente violentas. Alguns exemplos incluem a sociedade dos lobos, cuja principal causa natural de mortalidade é a violência entre outros lobos, leões matam filhotes de outros leões e chimpanzés são altamente agressivos contra rivais e demonstram hostilidade contra fêmeas. Jane Goodall descobriu por exemplo que parte do comportamento violento nos chimpanzés era geralmente associado à alimentação, o que gerava verdadeiras guerras dentro e entre diferentes grupos.

Chimpanzé

Há muito tempo já se sabe que animais não são santos. Várias espécies apresentam algum grau de comportamento que poderíamos considerar sadismo, como orças que jogam leões marinhos para fora da água e usam como bola antes de os devolverem à terra, ou pumas que atacam cabeças de gado e matam muito mais do que podem comer. São diferentes comportamento com diferentes graus de motivação.

Ao mesmo tempo há vários casos de predadores que adotam filhotes de outras espécies como sendo seus, entre eles uma leopardo fêmea que adotou um filhote de babuíno e uma leoa que adotou um filhote de antílope. Além dos casos de crianças adotadas por lobos, o caso mais recente parece ter vindo da Sibéria há algumas semanas.

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É interessante também notar que várias culturas isoladas são vistas pelo mundo civilizados como “nativos bondosos e amigáveis”, “gente da floresta” ou “pessoas puras”. Elizabeth Thomas em 1958 descreveu a tribo Kung do Kalahari como “um povo dócil e inofensivo.”. Posteriormente descobriu-se que na verdade as taxas de homicídio dentro da tribo superavam as taxas de sociedades industriais da época.

Membro da tribo Kung

Isso parece favorecer a idéia de que a agressividade humana vem da cultura e sociedade, pois não havia nenhum motivo aparente para os Kung serem hostis aos forasteiros.

Também foram realizados testes práticos que demonstraram que níveis de agressão variam entre culturas. Por exemplo, americanos recorriam mais prontamente para a agressão física do que homens japoneses ou espanhóis, enquanto japoneses recorriam mais prontamente à agressão verbal que os outros grupos (Andreu et al. 1998). Sulistas dos EUA também pareciam ser mais agressivos que seus correspondentes do norte (Bowdle et al. 1996).

Mas e quanto às discussão simples do tipo “A é melhor do que B”?

Acredito que isso seja fruto do ego humano, do desejo de se estar sempre certo. A mesma coisa que nos faz escolher um time de futebol ou um lutador de Boxe (seja qual for o motivo), e torcer para ele, defende-lo, teimar, e muitas vezes, não admitir que erramos. É a velha historia do time estar na segunda divisão, mas isso foi culpa do juiz que não marcou aquele pênalti.

As pessoas não gostam de estar erradas, e muitas vezes não medem as palavras ou ações antes de tomar uma atitude (como ofender alguém verbalmente por exemplo). Algumas podem ser diagnosticadas como sádicas, enquanto outras, na infelizmente maioria das vezes, são simplesmente idiotas.

Esse é um motivo simples para que discussões simples se tornem tumultos, tais como os que ocorrem em partidas de futebol.

Discutir é como jogar xadrez, se não há um turno para cada um agir, vira um caos. Por isso sou simpatizante de discussões via fóruns na web. Discussões em tempo real geralmente não vão a lugar nenhum pois há interrupções constantes e pressão por um ou outro. Quantos debates vistos na TV precisam constantemente de um mediador para ao menos tentar colocar ordem na coisa? Poucos escapam de ter o ânimos exaltados…

Acredito que o ser humano não é mal… Como espécie em nossas sociedades, somos criaturas ignorantes e conformistas, cheias de defeitos como o egoísmo e o preconceito, mas individualmente e em essência, a maioria das pessoas é boa. Ao menos na teoria…

Enfim, a resposta para minha pergunta inicial parece ser bem mais complexa do que parece, pessoas brigam por N motivos o tempo todo. Mas basicamente, brigamos tanto simplesmente por sermos animais longe de perfeitos, movidos por hormônios e desejos obscuros e confusos da nossa mente, que muitas vezes nos impede de pensar racionalmente antes de tomar uma ação. Ou seja, é o mesmo motivo que nos leva a fazer mais um monte de besteira…


Mais em:

http://en.wikipedia.org/wiki/Agression

O Mito do Homem Assassino

Cthulhu fhtagn… ?

December 27, 2007 – 2:26 am

Em primeiro lugar quero dizer que infelizmente o layout que eu pretendia preparar para o Blog não foi realizado, já que o fim de ano está sendo corrido e não tive tempo de me aprofundar em webdesign, me concentrando mais em Flash e design gráfico… Talvez daqui a um tempo…

Vamos ao que interessa:

Em 1997 uma equipe americana do NOAA captou um som totalmente desconhecido a grande profundidade. O som tinha potência tal que foi ouvido por diferentes microfones em um raio de 4,8km, alto demais para ser produzido por uma baleia segundo alguns cientistas. Ele foi chamado de Bloop.

Aqui vai o som:

Som

bloop.jpg

Espectrograma do Bloop

Essa é a versão exibida no site da NOAA. O som foi acelerado 16 vezes, fica fácil entender o motivo do nome dado. À primeira vista parece uma grande bolha de ar explodindo embaixo d’água.

Mas então começa a ficar interessante:

Som 2

Esse é o mesmo arquivo com o som 16 vezes mais lento, aquela bolha se transformou em algo bizarro agora. Lembra o som de uma baleia, porém não inteiramente. Mas ainda há muita distorção… O que nos leva ao terceiro arquivo:

Som 3

Esse é o som do arquivo acima com um filtro para remover a distorção. Percebe-se que é um som quase fantasmagórico. Um trecho ainda pode ser ouvido aqui, filtrado, o que aumenta o ar de mistério do caso. Mas, o que é isso?

Como disse acima, o som lembra o de uma baleia, talvez o ambiente o tenha distorcido, ou mesmo amplificado. Não sou especialista, mas acredito que alguma caverna ou fenda no solo do oceano poderia amplificar o som emitido por baleias à grandes profundidades, ou mesmo o feito ressoar por uma longa distância, mas que tipo de baleia?

A cachalote (Physeter macrocephalus) é conhecida por mergulhar a uma profundidade de até 2200 metros, onde se alimenta de lula. Ela possuiu uma cabeça única entre as baleias a qual acredita-se capaz de produzir um poderoso ruído, tão forte que cria ondas mecânicas e pode atordoar ou mesmo matar uma presa. O som é capaz de atingir 230dB (um motor a jato chega a 140dB). Viajando mais rápido na água que no ar, só podemos imaginar o efeito dessa arma.

O cachalote també mantém o recorde como maior carnívoro do mundo e de possuidor do maior cérebro do planeta.

Mas e se não for isso? Outra possibilidade levantada por alguns cientistas é que fosse o som de uma lula gigante (Architeuthis) ou colossal (Mesonychoteuthis hamiltoni). O problema é que lulas não possuem pulmões ou produzem sons, a maioria se comunica por luz. Também há a remota possibilidade de o som ser mecânico, talvez algum submarino (e isso claro traz aqueles que vão dizer que isso foi obra de civilizações submarinas em suas naves). Entretanto a maioria concorda que o som é de origem biológica… O que mais poderia ser?

Não preciso usar o clichê aqui de que conhecemos melhor o solo da lua que o leito do oceano. É fato que existem coisas lá embaixo que não conhecemos, todos os dias elas aparecem, mas até agora nada de cardborossauro, megalodon ou algum monstro de 40 metros. É improvável que algo assim consiga habitar uma zona hostil como aquela. Há algum tempo surgiu no Youtube um vídeo de suposto megalodon filmado por uma equipe japonesa, que na verdade era uma espécie de tubarão da Groenlândia (tubarão sonolento) que atinge até uns 7 metros.

E o fato de não conhecermos aquela região finalmente nos leva ao título do nosso post. Não são as coordenadas exatas, mas como Lovecraft disse a 90 anos atrás, Cthulhu fhtagn (”Cthulhu espera” ou “sonha”) em sua cidade ciclópica de pedra, até que as estrelas se alinhem e ele possa se levantar para reinar novamente sobre a Terra.

Provavelmente o que ouvimos seja apenas o chamado de uma grande baleia mostrando que a natureza sempre dá um jeito de nos surpreender, por outro lado, se você aceditar no Azif, talvez seja o prelúdio de algo muito mais sinistro…

A coisa mais misericordiosa do mundo, acho eu, é a incapacidade da mente humana de correlacionar tudo que ela contém.

Espero que tenham aproveitado o Natal, e que tenham um feliz Ano Novo! (:

Mais em:

http://oceanexplorer.noaa.gov/gallery/sound/sound.html

http://www.smh.com.au/articles/2002/06/13/1023864317688.html

http://www.bloopwatch.org/thebloop.html

Que se faça a luz…

December 12, 2007 – 3:00 am

Projeto C.E.T. no ar.